• Adriano Layber

DIA DO TRABALHO E AS MANIFESTAÇÕES EM FAVOR DO PRESIDENTE



Por Adriano Layber


Começo esta coluna com a seguinte expressão: “o trabalho dignifica o homem”, com isso, entendemos a importância do trabalho na vida dos seres humanos, da sociedade. O grande eixo central que constrói isso tudo, a dignidade da pessoa, é quando de modo a servir ao outro no trabalho, vai muito além de estar apenas cumprindo o seu papel para receber tal recompensa por aquilo. O que eu estou querendo dizer tem a ver com a entrega ao próximo sem se importar totalmente com o dinheiro no fim do mês. É óbvio que o dinheiro é importante, mas cada cidadão precisa fazer o que tem de fazer e pronto. Faça seu serviço com o pensamento de servir ao outro, o dinheiro no fim vai vir para ti do mesmo jeito, porém sem uma super e única valorização do “cash”.


O dia do trabalho tem o seu lugar no calendário, muitos aproveitam para curtir o feriado. Entretanto, neste ano, o povo resolveu se organizar perante algumas manifestações a favor do presidente Bolsonaro em várias cidades do Brasil, incluindo a nossa capital do Espírito Santo, Vitória, que inclusive foi bem movimentada pelas passeatas e bandeiras das cores verde e amarela – a foto é da cidade de Vitória - Tirada pela Adriana Bôas, que participou da manifestação. Essa iniciativa foi mais precisamente a favor do voto impresso auditável, do qual Bolsonaro já havia comentado, visando um voto mais seguro para o cidadão. Outro motivo, foi a indignação da população brasileira com algumas atitudes do Supremo.


As manifestações foram pacíficas, inclusive, algumas foram carreatas como citado anteriormente, muitos não saíram dos carros. No Rio de Janeiro, meu colega Maurizio Spinelli, advogado, que esteve no início do processo da prisão do Deputado Federal Daniel Silveira, preso por um ato inconstitucional feito pelo STF, esteve presente na manifestação e me disse as seguintes palavras: “Em primeiro lugar, a manifestação foi uma das mais cheias, talvez dos últimos dois anos, e o que mais percebi foi que, as pessoas querem uma solução, querem ver o país andar, sair dessas crises inconstitucionais pequenas que só nos atrasam. Uma revolta generalizada contra o STF, isso ficou bem claro através dos atos, das palavras e dos cartazes. As pessoas querem que quem elas votaram para que governasse, governe”.

Muitos relataram e de fato foi, uma das manifestações e carreatas mais cheias, ou seja, a mais vista em tais lugares. Em Vitória-ES, teve um grande movimento de carros, uma mobilização forte, e Brasília, como sempre estava lotada. A Dra. Simone Sponholz, uma simpática e educada pessoa, relatou-me que a cidade de Toledo-PR estava também lotada com a carreata.


É indiscutível que, o povo está cansado de ser refém de um grupo seletivo de pessoas escolhidas, que deveriam supervisionar as leis do país, mas o que acontece é totalmente o contrário. Quando os corruptos não recebem a tal justa sanção, ou então quando um bandido é absolvido por uma justificativa esfarrapada, o povo entende que tem algo de errado. Paulo Antônio Briguet disse no livro “Inquérito do Fim do Mundo” algo como: se a justiça não funciona, eles precisam saciar a sede deles, e o método usado por eles é a transformação dos inocentes em culpados. Acredito que justamente no dia do trabalhador, o verdadeiro trabalhador saiu de casa na esperança que sua voz seja escutada, que seu trabalho seja digno, que o seu dinheiro recebido e pago no país passa a ter o seu verdadeiro valor, o grito de “eu autorizo” do povo na Paulista com a Deputada Carla Zambelli, diz exatamente o que o povo quer, ser escutado e que a pessoa em que eles votaram para que exercesse o cargo de Presidente, exerça, de modo que, não tenha intervenção total por parte do Supremo, com o objetivo de atrapalhar medidas do governo ou então passar por cima da Constituição, pois querendo ou não deveríamos estar em uma democracia.

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